terça-feira, 3 de agosto de 2021

ESTAÇÕES FERROVIARIA NATAL À NOVA CRUZ

 



01 – ESTAÇÃO FERROVIARIA DE NATAL

02 -  ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE PARNAMIRIM

04 - ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE SÃO JOSÉ DE MIPIBU

05 – ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE GOIANINHA

06 – ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE NISIA FLORESTA

07 – ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE PEDRO VELHO

08 – ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE  MONTANHAS

08 – ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CANGUARETAMA

10 – ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE NOVA CRUZ

11 – ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE BALDUM, MUNICÍPIO DE  AREZ -RN, INAUGURADA NO DIA 31 DE OUTUBRO DE 1881


FERROVIA NATAL À NOVA CRUZ

 



Em 27 de fevereiro de 1881 é dado início às obras da ferrovia Natal a Nova Cruz, após os trabalhos de movimento de terras terem sido concluídos. Ainda nesse mesmo ano foram adiantadas as obras do trecho de 92 quilômetros até o rio Curimataú, tendo começado os trabalhos de construção da ponte de ferro sobre o mesmo. É nomeado como engenheiro fiscal da estrada o bacharel José de Cupertino Coelho Cintra. No primeiro semestre de 1882, mais precisamente entre janeiro e abril, o tráfego do primeiro trecho entre Natal e São José do Mipibu é iniciado, compreendendo os primeiros 41 quilômetros da linha (RIO GRANDE..., 1882, p. 09). Durante o restante de 1882 são continuados os trabalhos do trecho entre os quilômetros 41 e 121, sendo finalizadas as obras em outubro de 1883 e inaugurada a estrada no final desse ano.

No ano de 1882, quando as obras da EFNNC encontram-se a pleno vapor, é requisitado ao Sr. José Cupertino Cintra um relatório sobre a condição dos três principais caminhos de escoamento de mercadorias do estado: as estradas carroçáveis, as vias fluviais de navegação e as estradas de ferro. Em resposta, Cintra elabora um breve relatório, que, no entanto, ilustra bem a situação dos transportes no Rio Grande do Norte de então, e, sobretudo, demonstra já uma preocupação em se integrar diferentes tipos de caminhos, bem como, de ampliar a rede férrea da província, propondo a construção de ramais de penetração que articulassem a capital e a Natal-Nova Cruz às zonas produtivas do interior (RIO GRANDE..., 1882, p. 29). Esse relatório foi um marco para a retomada do projeto e sua consolidação.

 

No ano de 1901, a estrada entre Natal e Nova Cruz passou para a administração da companhia inglesa Great Western Railway Company,, que já administrava a Estrada de Ferro Recife a Limoeiro, a partir do Decreto n. 4.111, de 31 de julho do referido ano. Esse contrato posteriormente foi revisado, através do Decreto n. 5.257, de 26 de julho de 1904, renovando assim, os arrendamentos das estradas de Recife ao São Francisco, Sul de Pernambuco, Central de Alagoas, Conde d’Eu, Natal a Independência e Paulo Afonso e ainda incorporando a Central de Pernambuco (BRASIL..., 1910, p. 116-117). Destarte, ficavam interligadas pela rede férrea as capitais dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, servindo zonas produtivas diversas e consolidando uma importante malha viária de escoamento da região Nordeste do Brasil. O arrendamento das linhas obrigou a concessionária a realizar obras de prolongamento, estando as vias sob sua concessão, como ficou acertado no contrato, até o período de 31 de dezembro de 1960, mediante o pagamento ao governo de 12 a 15% da renda bruta anual (BRASIL..., 1910, p. 117). Com a absorção da EFNNC pela Great Western, a estrada passaria a se denominar E.F. Natal a Independência, devido à mudança do seu ponto terminal, a cidade de Independência, no estado da Paraíba.

Dessa forma, no ano de 1909 a rede de viação férrea Great Western era formada por três sub-redes: a Norte, formada pelas linhas Natal a Independência (171,19 km), Conde D’Eu, na Paraíba (165 km), e de Recife ao Pilar e ramais (260,48 km); a Central, formada pela Central de Pernambuco (228,38 km); e a rede Sul, constituída pelas estradas de Recife ao São Francisco (124,73 km), Sul de Pernambuco (193,90 km), Central de Alagoas (150 km) e pelo ramal de Ribeirão a Cortez (28, 657 km), totalizando assim, 1.322,365 km (BRASIL..., 1909, p. 119).

Entre as demais linhas, a de Natal a Independência era uma das que apresentava o menor rendimento, principalmente, devido a uma menor produção agrícola, quando comparada com as das demais zonas, principalmente de Pernambuco. No relatório do Ministério de Viação e Obras Públicas de 1909 é relatado o seguinte quadro sobre o cultivo das zonas abrangidas pela estrada:

Fonte – GABRIEL LEOPOLDINO PAULO DE MEDEIROS

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